PÁGINA INICIAL
  Bate-Papo
  Jogos Online
  NOTÍCIAS DE CAPA
  O MUNDO
  BRASIL
  POLÍTICA
  CRESCIMENTO PESSOAL
  MEIO AMBIENTE
  BONS NEGÓCIOS
  CIDADE
  NOSSA GENTE
  CULTURA
  FOTOS DE SERRA TALHADA
  ESTUDANTES NA REDE
  CÂMARA DOS DEPUTADOS
  TRADUTOR DE LÍNGUAS
  LISTA TELEFÔNICA
  FALE CONOSCO
  LOGIN
  WEBMAIL
          SITES ÚTEIS
Genealogia Pernambucana
Site Política para Políticos
Site Gramsci
Jornal do Comércio
Concursos Públicos
Site Jurídico.com
Site Jornal Digital
Site Correio da Cidadania
Site Carta Capital
Site Caros Amigos
Site Futbrasil.com
História de Serra Talhada
Site da IstoÉ
Site Veja Online
Site O Dia
Estatística do site
Casa da Cultura Serra Talhada
Busca de CEP
Trabalhos Escolares
Rádio Cultura FM
Rádio Lider do Vale FM
Rádio Vilabela FM
Rádio Serra Talhada FM
Rádio Nova Gospel
Rádio A Voz do Sertão
ESTUDOS SOBRE A ECONÔMIA DE PE.

Por: Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
Para mudar Pernambuco – e o Nordeste, ouso dizer – é preciso mudar a maneira de pensar Pernambuco.
O Sr. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL/PE) Pronuncia o seguinte discurso: – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados: Nos últimos cinco anos, multiplicaram-se os estudos sobre a economia de Pernambuco, em parte, creio eu, pela queda do nível da atividade econômica no Estado, em função de uma grave recessão que atinge o país e persiste até hoje. Como dizia, no último dia 14, no auditório do Ministério Público de Pernambuco, a crise de moradia que vive Pernambuco – 530 favelas cercando o Recife metropolitano, com 2/3 de sua população aí vivendo e um déficit de moradias de cerca de 390 mil em todo o Estado – é subproduto da falta de emprego e renda e, em conseqüência, da violência que impera no Estado.
Em 2001, foi publicado um estudo aprofundado e abrangente de autoria dos economistas José Raimundo Vergolino e Aristides Monteiro Neto, sobre a “Economia de Pernambuco no limiar do século XXI”, cujas conclusões tive oportunidade de comentar aqui desta tribuna, com a consolidação de uma agenda para Pernambuco, cujos temas vejo, agora, retomados pelo Seminário que o JORNAL DO COMMERCIO e a Confederação Nacional da Indústria acabam de promover, no Recife, sob o lema “Uma Agenda Pró-Crescimento para 2004”.
O Seminário retratou, mais uma vez, o que economistas como Tânia Bacelar e Roberto Cavalcanti de Albuquerque vêm enfatizando: as baixas taxas de crescimento da economia de Pernambuco e do Nordeste, depois da extinção da SUDENE, e a falta de investimentos no setor industrial, principalmente após a “débacle” dos setores sucroalcooleiro e têxtil, com o crescimento anormal do setor terciário, que é o que mais emprega na Região Metropolitana do Recife.
Como dizem os autores desse trabalho, hoje clássico para a compreensão da economia de Pernambuco e do Nordeste, “essa alteração no padrão do emprego tem sido acompanhada, no entanto, por uma elevação preocupante do grau de informalidade”. Em outras palavras: há empregos, mas não há garantias formais de emprego, baixa o volume de CTPS assinadas e, como o mercado é de oferta, reduzem-se os níveis de remuneração da mão-de-obra.
O Estado, a todos os níveis, endividado, reduz os seus investimentos na infra-estrutura e no equipamento social (escolas, hospitais, transporte, segurança, bibliotecas, centros de lazer, etc.); e o que vemos, dentro do atual modelo, a nível federal, é a preocupação de aumentar o superávit primário, de modo a ter recursos para pagar os juros – o serviço da dívida externa – vivendo o país na agiotagem internacional oficial, que todos parecem aceitar, e não denunciam.
Outro estudo da maior importância para a análise do que ocorre em Pernambuco e, se me permitem, em todo o Nordeste, é o ensaio “Pensar em Pernambuco”, publicado em 2003, e também analisado aqui por mim nesta tribuna, resultado de um trabalho conjunto dos técnicos e especialistas Carlos Fernando Pontual, Francisco Carneiro da Cunha, Sérgio Cristóvam Buarque, Paulina Schmnidtbawer Rocha, Paulo Dalla Nora Macedo, Bruno Queiroz, Paulo Emílio Pessoa de Melo, Paulo Gustavo, Roberto Montezuma e Ricardo de Almeida.
Tive ocasião, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, de reunir-me com vários desses técnicos em meu escritório político no Recife para debater alguns dos temas suscitados no estudo, incluindo o novo perfil do desenvolvimento urbanístico do Recife, cidade que é a única no paralelo em que se encontra e referência só dela mesma. É, como diz o arquiteto Pontual, “presença afoita e persistente, às vezes até desmedida, porém clara, franca, sem subterfúgios, exposta aos caprichos do sol e da brisa.”
E conclui “Quieta, porém, quando necessário, forte e altiva como os coqueirais.”
Para mudar Pernambuco – e o Nordeste, ouso dizer – é preciso mudar a maneira de pensar Pernambuco.
É um desafio para o qual estão convocados todos os que acreditam ser possível pensar diferente.
E, nessa ótica, Sr. Presidente, quero comentar em meu próximo pronunciamento o estudo que o engenheiro Sebastião Barreto Campello – um dos técnicos não-engajados ideologicamente e dos mais capazes, que atuam em Pernambuco, e foi assessor aqui na Câmara e do Senado – acaba de concluir sobre o desenvolvimento de Pernambuco, integrando-se á campanha de recuperação econômica do Estado, promovida pela Associação Comercial.
Sua proposta inicial é de que o estado deve retomar sua função de indutor do crescimento econômico. E que deve, para tal, criar um Fundo de Investimentos, que venha incentivar a criação de novas empresas e a ampliação e recuperação das empresas já existentes.
Mas é um assunto, Sr. Presidente, a que desejo voltar em meu próximo pronunciamento, pois as sugestões do Engº Sebastião Barreto Campello merecem, da parte desta Casa, a melhor atenção, pois extrapolam as fronteiras regionais, projetam-se a todo o Nordeste do Brasil e podem servir de inspiração e modelo a outros Estados da Federação.
Muito obrigado!

Sala das Sessões, em 17 de junho de 2004.

Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
© Copyright  Mário Olímpio 2003-2014
INDEXBrasil - Serviços de Internet.
Todos os direitos reservados, permitida a cópia de
conteúdos, desde que divulgada a fonte.
e-mail:redacao@serratalhada.net