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O sonho dos Centros Integrados de Educação Pública.

Por: Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
A Política, dizia há pouco um pensador europeu, “não se faz sem pessoas, mas as pessoas de nada valem em Política se não se baterem por idéias”.
O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL/PE pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados: A morte de Leonel Brizola lembrou ao país o seu sonho de educar a juventude brasileira, integrando-a nos CIEP’s – Centro Integrado de Educação Pública concebidos pela genialidade de Darcy Ribeiro que, na sua luta, deixou-nos, também, o modelo da Universidade Nacional de Brasília (UnB). Mas é bom que se lembre, também, aqui, outro educador brasileiro notável, filho da Bahia – Anísio Teixeira, fundador dos Centros de Pesquisas Educacionais, para treinar professores e mestres e conscientizá-los da responsabilidade de educar os brasileiros mais jovens, preparando-os para as tarefas de gerir o país e conduzir a Nação.
Infelizmente, o sonho de Brizola morreu com ele próprio, mas ficou o registro do seu compromisso com o projeto de educação dos brasileiros.
Cristovam Buarque, Senador e ex-Ministro da Educação já neste Governo Lula, retomou a idéia, criando o projeto da “Escola Básica Ideal” mas, infelizmente, a idéia ficou no papel. Como parece ter ficado no papel e ser apenas “balão de marketing” o Fome Zero, do qual já se ouve falar pouco, despachado que foi o Ministro Grazziani para Washington, após alguns insucessos e outros tantos tropeços.
A Política, dizia há pouco um pensador europeu, “não se faz sem pessoas, mas as pessoas de nada valem em Política se não se baterem por idéias”. Infelizmente, as idéias do Senador Cristovam Buarque ficaram apenas no ideário do PT no Poder e não se transformaram em projetos do PT no Governo.
A ingratidão faz parte do mundo da Política; e o meu conterrâneo de Pernambuco, Cristovam Buarque, já deve ter aprendido a lição. O seu mais recente artigo, o “CIEP DE LULA” (Jornal do Commercio, do Recife, de 02 de julho corrente) lamenta que a idéia dos CIEP’s de Brizola, transformada em “Escola Básica Ideal” no Governo Lula, não tenha prosseguido. E declara: “O próprio Governo Lula, parou os CIEP’s de Lula. O dinheiro transferido aos Municípios não está chegando a todos os Municípios; e os recursos para 2004 estão paralisados.”
Este ano, ainda existem no Orçamento 244 milhões de reais que poderiam ser realocados para esse projeto tão importante. Mas Cristovam Buarque está pessimista, quando escreve: O CIEP de Lula morrerá ainda no segundo ano do seu governo, como morreu o CIEP de Brizola no governo que o sucedeu.”
A concepção do CIEP era notável: o adolescente ou a criança entrava no Centro de manhã, participando de aulas, atividades desportivas, estímulos intelectuais diversos, tendo alimentação farta e segura. E só saía à tarde, voltando à casa. Ali recebia uma formação intelectual e instrução física completa.
Não poderia haver projeto mais inteligente para amparar jovens de famílias carentes, dentro de um conceito de escola livre e democrática, sem preconceitos ou amarras ideológicas, do que o CIEP. Por que não foi adiante em Brasília, no Rio ou no resto do país?
O CIEP seria a ferramenta mais útil para combater a marginalidade, o desperdício, a ociosidade junto às famílias pobres das zonas urbanas do Brasil.
No Rio, provou a sua eficácia, com Darcy Ribeiro à frente do programa.
A maioria dos 500 centros de educação pública erguidos durante a gestão do governador Leonel Brizola está abandonada, segundo matéria da agência “Estado” divulgada nos jornais do dia 05 do corrente.
A professora Raquel Villardis, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio, alerta que não é apenas o tempo integral que deve prevalecer nos CIEP’s. “A escola tem de alargar as competências da criança e oferecer experiências às quais ela não tem acesso”. Inclusive no campo das artes e da literatura.
Projetados por Niemeyer, os CIEP’s não podem acabar como mais uma idéia que se enterrou na memória brasileira. É preciso resgatá-la nos planos e programas dos Governos – dos Estados e dos Municípios, se a União não quer voltar a executá-la.
Muito obrigado!
Sala das Sessões, em 06 de julho de 2004.

Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
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