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O CINEMA EM SERRA TALHADA

Por: Adálio Romão - Comissão do Grupo Amigos de Serra Talhada
Que belos tempos, que não voltam mais
O CINEMA EM SERRA TALHADA

O cinema, também conhecido como a 7a arte, nasceu no fim do século XIX, através dos irmãos Auguste e Louis Lumlere, na França, no dia 28 de dezembro de 1895 quando realizaram, no Grand Café de Paris, a primeira exibição pública
do cinematographe, projetando fotografias animadas constituindo assim um espetáculo digno de ser visto, como diversão para nossos olhos.
Daí, o cinema se expandiu por toda Europa chegando aos Estados Unidos da América. Em Los Angeles, precisamente em Hollywood, a meca do cinema onde foram construídos os famosos estúdios da Paramount, Warner Bros,Universal, Fox, Metro-Goldwyn-Mayer e outros que produziram grandes filmes que encantaram o mundo.
No Brasil, o cinematógrafo dos irmãos Lumtere foi lançado logo no ano seguinte, ou seja, 1896 com o nome de omniógrapho numa sala da rua do
ouvidor, no Rio de Janeiro. Teve sua expansão nas principais cidades do país,chegando à nossa pequena Vila Bela, na década de 20, do século passado,
funcionou num salão comprido e escuro situado na praça Dr. Sérgio Magalhães,na época chamada de Rua Grande, nas imediações onde funcionou a loja de tecidos de Otacílio Batista. Os mais velhos devem se lembrar da loja. Por informação dos antigos daquela época, o cinema apresentava filmes mudos.
Entre eles, as fitas como eram chamadas, do genial Charles Chaplin, imortalizado no personagem singular de um herói desalinhado e ingênuo, engraçado e comovente chamado Carlitos. Era o auge do cinema mudo somente em 1929, foi feito o 10 filme sonoro, em Hollywood, intitulado "o cantor de jazz" na interpretação principal do ator Ali Johnson.
No final dos anos 30, foi inaugurado o cinema no Clube Social Lido, de propriedade do Sr. José Rufino da Silva, meu tio que morava no Recife e enviava toda semana as fitas. Era uma instalação modesta com poucas cadeiras onde a
maioria dos freqüentadores traziam seus assentos ou então via os filmes em pé.
Só dispunha de um projetor. Por isso os filmes eram passados em duas ou mais partes, havendo um intervalo para que se rodasse a fita de continuação do filme.
Foi a época dos filmes de Cow-Boy que animava a garotada que brincava,imitando mocinho e bandido caçando índios apaches como seus ídolos Allan Lado,. Errol Flynn, John Wayne, Buck Jonnes e outros.
As jovens, da época, se inspiravam nas grandes estrelas, na maneira de se vestir, nos cortes de cabelo e penteados imitando Dorothy Lamour, Hedy Lamarr,Bety Grable, Rita Hayworth, Olívia de Havilland, Glória Jean e outras e os rapazes
se espelhavam em Humphrey Bogart, Ray Milland, Glenn Ford, Gary Cooper e outros.
Era o auge dos grandes filmes musicais da metro Goldwyn Mayer apresentando o exímio dançarino Fred Astaire fazendo dupla com Ginger Rogers
nas danças de sapateado, no esquecível "Cantando na Chuva" em que atuava,também Gene Kelly. Nos filmes românticos, as mocinhas sonhavam encontrar seu príncipe vendo "Sempre no Meu Coração", "Do Mundo Nada se Leva", Tarde
Demais", e o excepcional "Casablanca", com Ingrid Bergman, com um fundo musical enternecedor.
Também havia os seriados que ficaram na memória como "Falcão do Deserto", "A Volta do Zorro", "A Caveira" e "Aranha Negra" faziam muito sucesso.
Dessa época também os curtas metragem com histórias engraçadas, com a dupla gordo e o magro. Inesquecíveis as comedias com Bob Hoppe e Dany Kaye tinham seu público certo.
Houve no final dos anos 40, um breve tempo sem cinema na cidade. Todo mundo sentia falta.
Chega a década de 50, chamada também de "anos dourados", foi inaugurado o Cine-Art, construídos pelos irmãos empreendedores Gomes Lucena em 1951, com a exibição do filme inaugural "Romance em Alto Mar" com Dóris
Day e Jack Carson. Filme do gênero aventura.
Então, foi a época das chanchadas da Atlântida, filmes nacionais, com Oscaríto, Grande oteto, Eliana, Cyl Farney, Anselmo Duarte, Fada Santoro, José Lewgoy e outros. Entre eles: "Aviso aos Navegantes", "É com este que eu vou","Este Mundo é um Pandeiro" e outros. Veio a fase do cinema novo, influenciadopelo neo-realismo italiano eram produzidos pela companhia Vera Cruz, em São Paulo, com filmes mais técnicos, com bons roteiros, como "Rio 40 graus", "Sinhá moça", "O cangaceiro", "O pagador de promessas" que ganhou a palma de ouro num festival de Cannes, na França.
Por falar em neo-realismo italiano, se destacaram os filmes de Rossellíni
como "Roma cidade aberta", "Strombolli" e os filmes de Frederico Felinni, "A Estrada da vida" e "Noites de Cabiria", com Giuletta Massina, mulher do cineasta.
Outro destaque para "Ladrões de Bicicletas" dirigido por Vitório de Sicca.
Não posso deixar de lembrar os filmes épicos com temas bíblicos, como "Sansão e Dalila", "David e Betsabá", "Manto sagrado" e outros não esquecendo
as grandes produções, de CeciJB. de Miller.
Há um lema que diz: "cinema ainda é a maior diversão" assim sendo, a turma jovem aproveitava o escurinho do cinema para os casais de namorados
fazerem juras de amor, com maiores intimidades e afeto principalmente nos chamados "filmes de amor". Há histórias impublicáveis e engraçadas.
No cine-art, ocorreu um episódio triste. O cinema lotado, exibia um filme nacional, baseado na vida do poeta balano, Castro Alves.No meio do filme, ouve-se um grito: incêndio, o cinema está pegando fogo. Foi o bastante para todo mundo se levantar e correr para porta de saída ou mesmo sair pelas vidraças do cinema para se salvar. Foi um pânico geral. Muita gente gritando, sendo
empurrada, e pisoteada, com roupas rasgadas, perda de anéis, pulseiras,relógios, bolsas e outros pertences. Vários sapatos e sandálias foram deixados.
Várias poltronas danificadas. Um prejuízo para os donos do cinema. Dias depois,o mesmo filme foi relançado, com entrada franca para todos pois não havia como saber quem estava naquele dia fatldlco,Mas o Cine-Art prestou relevantes serviços á comunidade, no campo cultural e diversional; serviu de palco para ia festa de formatura dos concluintes do ano de 1956, do ginásio Cônego Torres, com uma turma pequena integrada por Edimilson, Elias, João Cosme, Antonio Lulz, Nezinho Carvalho e outros. Foi
uma festa bonita e elegante.
Também se apresentavam os artistas da terra que promoviam show de variedades artísticas. Lembro-me de Luiz Feijó, que já faleceu e cantava bem. Ao ser chamado para o palco passou pela ex-namorada e disse: "vou cantar pra
você". E cantou a canção "Alguém como tu, assim como tu, eu preciso encontrar" ... E foi muito aplaudido. São muitas recordações daquele cinema. E os seriados emocionantes como "os Perigos de Nyoka", "A máscara do Zorro", e
outros. Os filmes do gênero policial, As comédias de Jerry Lewis e Cantinflas e os
Dramalhões Mexicanos com os bolerões de Agustín Lara. Quantas saudades!
Final dos anos 50 ou inicio dos anos 60 foi inaugurado o Cine-Plaza. O 1°proprietário não consegui saber o nome, vendeu o cinema ao Senhor José Aureliano Acioli, também conhecido por Lourinho. Era um prédio amplo e confortável e fazia concorrência ao Cine-Art dos Gomes. Quem ganhava era a cidade, pois cada um procurava apresentar melhores filmes de sucesso.
O Cine também serviu para as apresentações de artistas do Estado bem como de conhecimento nacional. Grandes shows foram apresentados.
Com a chegada da televisão, no interior do Estado e aparelhos de vídeo e Dvds, os cinemas perderam o encanto e fecharam suas portas.

Muito obrigado
Comissão do Grupo Amigos de Serra Talhada, trabalho elaborado e apresentado, no encontro serratalhadense de 13/02/2009,
Adálio Romão

Dando continuidade as lembranças dos tempos do cinema em Serra Talhada, gostaria de deixar registrado também sobre os matinês que acontecia todas as segundas feiras na parte da tarde, era os melhores filmes da semana que eram transmitidos para crianças e jovens, que belos tempos, que não voltam mais, na porta do cinema , lembro-me muito bem quando acontecia as vendas e trocas de gibis , eu e meu irmão José Carlos ( DEDÉ), não perdíamos um matinêr , no Cine-Art de Dona Zefinha Gomes.

Mário Olímpio
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