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LAMPIÃO

Por:  JORNAL DO COMERCIO
Se foi Bandido ou Herói? Esta resposta deve ser dada pelo próprio visitante, depois de sentir no corpo o calor abrasador do sertão nordestino e conhecer de perto aquele povo guerreiro que, a cada amanhecer tem apenas a certeza de que está vivo para lutar e pelejar por mais um dia de batalha.
SITIO PASSAGEM DAS PEDRAS

Este é o nome do sítio onde o famoso Virgulino Ferreira da Silva nasceu. Está localizado próximo ao riacho São Domingos, na Serra Vermelha, cidade de Serra Talhada (antiga Villa Bela), em Pernambuco. Um dos mais atrativos pontos de visitação desta cidade sertaneja. Lá o visitante respira história, pois as marcas do passado ainda existem como se sua lembrança tivesse uma motivação especial: O mundo não pode esquecer do lugar onde veio ao mundo uma das figuras mais polêmicas do mundo. Se foi Bandido ou Herói? Esta resposta deve ser dada pelo próprio visitante, depois de sentir no corpo o calor abrasador do sertão nordestino e conhecer de perto aquele povo guerreiro que, a cada amanhecer tem apenas a certeza de que está vivo para lutar e pelejar por mais um dia de batalha. São guerreiros, todos os nordestinos que vivem com a seca e a falta de assistência à sua volta. São os guerreiros do sol!



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LAMPIÃO VAI GANHAR CENTRO CULTURAL

Empresário carioca comprou o sítio onde nasceu o cangaceiro mais famoso do Sertão, em Serra Talhada, e pretende investir no novo espaço e inaugurá-lo até março

SERRA TALHADA – A principal cidade do Sertão do Pajeú, estigmatizada como um território violento na década de 80, prepara-se para se transformar em um pólo de turismo e lazer do Estado, explorando de forma racional a imagem de um filho famoso e controverso: Lampião. O lendário cangaceiro, comandante das caatingas na década de 30, foi considerado herói popular durante plebiscito realizado em 1991. Mas o resultado provocou tamanha celeuma que a proposta de erguer uma estátua dele em praça pública ficou apenas no papel.
Dez anos depois, o empresário carioca Carlos Eduardo Gomes, 43 anos, visitou o Sertão de Pernambuco e ficou fascinado pela história de Virgolino Ferreira. Acabou comprando o Sítio Passagem das Pedras, a 42 quilômetros de Serra Talhada, onde nasceu Lampião. Segundo o empresário, a idéia é transformar o lugar num centro de cultura e turismo, que deverá funcionar a partir de março. \\"Há mais de 20 anos, tinha vontade de conhecer o Sertão nordestino. Consultei o Guia Quatro Rodas e vi que o Passagem das Pedras era a única referência da cidade. Chegando em Serra Talhada, senti que a história do cangaço é muito pouco explorada e optei em fazer o investimento\\", disse.
O sítio possui 190 hectares e foi comprado por R$ 35 mil. Além da casa-grande, constam mais dois imóveis. O antigo proprietário priorizava a caprinocultura. A área é cortada pelo riacho São Domingos, o que vai facilitar os projetos do novo empreendedor.
Bastante entusiasmado com o investimento, o empresário carioca se diz apaixonado pelo povo sertanejo. \\"Vamos transformar a fazenda numa referência cultural e social. Preservar o que existe sobre Lampião.\\" Carlos Gomes prefere não entrar na polêmica de herói ou bandido, estimulada durante o plebiscito. \\"Pelo que pesquisei sobre sua vida, ele (Lampião) fez uma opção pela vida fácil. Mas era um bom homem. Existem aspectos positivos em sua trajetória e fico surpreso como isso ainda não foi explorado.\\"

SÍTIO SERÁ ADMINISTRADO POR FUNDAÇÃO

A administração do Sítio Passagem das Pedras ficou sob a responsabilidade da Fundação Cultural Cabras de Lampião (FCCL), coordenada pelo escritor Anildomá Souza, o mais apaixonado dos lampiônicos. O acordo foi fechado na semana passada, quando o empresário do Rio de Janeiro Carlos Eduardo Gomes passou um contrato de comodato, por mais 10 anos, à fundação. De acordo com Anildomá Souza, que em dezembro do ano passado relançou o livro \\"Lampião, o Comandante das Caatingas\\", esta é a oportunidade para projetar Serra Talhada como o \\"Berço de Lampião\\" e a \\"Capital do Xaxado.\\"
\\"Já entramos em contato com a Prefeitura de Serra Talhada. Vamos iniciar uma ofensiva junto à iniciativa privada e soerguer o Sítio Passagem das Pedras, que só recebia turistas no mês de julho durante o Tributo a Virgolino. Após as reformas, teremos um calendário de atividades\\", disse Aldomá Souza.

PROJETOS – No próximo mês já começam as reformas da casa-grande, hoje quase em ruínas. Ela sediará o Museu do Cangaço, com um bom acervo de fotografias e mais de 200 peças. Além disso, será erguido um memorial a Lampião. Um calçadão será construído para realização de pequenos eventos. Biblioteca, videoteca e uma tele-sala também estão nos planos de Fundação Cabras de Lampião.
No entanto, o projeto mais ousado é a encenação da vida de Virgulino Ferreira ao ar livre, nos mesmos moldes do espetáculo da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém. \\"Esse nosso projeto é antigo e agora sentimos que essa é a oportunidade de concretizá-lo. O estilo empreendedor do jovem empresário Carlos Eduardo Gomes nos estimulou a dar vôos mais ousados\\", finalizou o coordenador da fundação.

VIRGULINO FERREIRA (LAMPIÃO)

VIRGULINO FERREIRA DA SILVA

A ORIGEM

No ano de 1897, a 7 de julho, nasce o menino Virgulino Ferreira da Silva, no sitio Passagem das Pedras, na antiga Vila Bela, hoje Serra Talhada.
A controvérsia da data existe, mas se torna irrelevante frente às dificuldades encontradas na época – como ainda hoje em dia – de se registrar uma criança no sertão nordestino, pois os cartórios ficam normalmente nos grandes centros comerciais, distante da maioria da população que, pobre e sem instrução tardam em recorrer a estes órgãos para registrar suas proles.
Alguns historiadores teimam em dizer que Virgulino nasceu em 1898 por causa de um batistério expedido no município de Tauapiranga pela diocese local. Acontece que, tanto quanto o registro de nascimento, o batismo também era feito em um considerável espaço de tempo, a partir do nascimento do bebê. Daí a confusão com os números.

A FAMÍLIA

Virgulino foi o segundo filho de José Ferreira da Silva e Maria Lopes dos Santos. O casal teve, ao todo, nove filhos, sendo cinco homens e quatro mulheres, a saber:
Antonio, Virgulino, Livino, Virtuosa, João, Angélica, Maria, Ezequiel e Anália.
O velho José Ferreira trabalha de Almocreve, que na linguagem de hoje seria um tipo de vendedor ambulante que andava com uma tropa de burros levando toda sorte de apetrechos que fazem parte do dia a dia das comunidades sertanejas, desde cereal, carne seca, mantas, tecidos, artigos de couro, etc.
A maioria dos filhos homens ajudava o pai neste afazer enquanto que as mulheres se ocupavam da casa e da confecção de rendas. Tinham também alguns animais, caprinos e bovinos, que criavam no regime de solta, ou seja, os animais viviam soltos dentro da caatinga e, na necessidade de capturar alguns destes os filhos penetravam na mata em busca dos mesmos. Nesta atividade Virgulino se aperfeiçoou com destreza, ganhando o elogio e a admiração de todos. Outra atividade que fazia com tamanha perfeição era a de amansador de animais de montaria. Tanto êxito teve nessa profissão que era requisitado pelos fazendeiros vizinhos para tratar dos animais das fazendas.
A vida daquela gente humilde transcorria normalmente e o trabalho era a essência de todo progresso da família. O estudo, que devido ao acúmulo de trabalho e à falta de escolas, estaria relegado a segundo plano. Porem, quando alcançou a idade entre 7 e 10 anos o menino Virgulino aprendeu algumas letras na escolinha do professor Domingos Soriano e Justino Nenéu, educadores residentes em Nazaré, povoado próximo da fazenda Passagem das Pedras. Este aprendizado não teria durado sequer 3 meses, o bastante para que Virgulino aprendesse a ler e escrever. Diz-se que ele havia dito ao tio Mané Lopes, responsável pela sua entrada na escola que o que aprendera “pra vaqueiro já bastava”, pois era o que queria ser.

O PRINCIPIO DE TUDO

Próxima à fazenda Passagem das Pedras existia uma propriedade de nome Pedreira, de Saturnino Alves de Barros. Este fazendeiro tinha dois filhos, um deles, José Alves de Barros ou Saturnino das Pedreiras seria o móvel de toda intriga que eclodiria com a entrada de membros dos Ferreiras no cangaço, a saber: Virgulino, Antonio e Livino.
Inveja, discordância política, ignorância e um suposto roubo de animal foram o estopim para que as duas famílias, que antes até filhos apadrinhados tinham, enveredassem numa guerra de vinganças que transformou o sertão do inicio da década de 20 num pandemônio.

OCORRÊNCIAS FATAIS

Por volta de 1915, quando uma das maiores secas assolou o sertão, ocorreu o sumiço de alguns caprinos de propriedade dos Ferreira. Na investigação, feita pelo tio de Virgulino, Mané Lopes, que era inspetor de quarteirão na época, foram descobertos peles dos caprinos no sitio de um morador de José Saturnino. Este morador, de nome João Caboclo, foi preso e levado à presença do delegado.
Saturnino, se sentindo ofendido com o que fora feito com um empregado seu reagiu com má política. Usando do prestigio do pai e do agora sogro, José Nogueira, fazendeiro remediado daquelas ribeiras, conseguiu a soltura do suposto ladrão e posteriormente a destituição da função de inspetor de Mané Lopes, assumindo em seu lugar.
A partir daí, sob o signo da autoridade (?) que agora nutria, passou a cometer desmandos e tropelias sempre visando ofender e provocar os membros da família Ferreira.
Certa feita parte Saturnino para o sitio do velho José Ferreira onde encontra todos reunidos e reclama o sumiço de alguns chocalhos de suas vacas que, disse, foram tirados por Virgulino e os irmãos. Desaforos e trocas de impropérios se verifica num ambiente onde, por muito menos, a morte já estaria à espreita.

ACORDOS DE PAZ

Diante de tantos problemas verificados com aquelas famílias algumas autoridades na época acharam por bem intervir e firmar um acordo de paz entre as partes. Pessoas de destaque como coronéis, juizes, fazendeiros, padres, tomaram parte do acordo. Sendo assim ficou decidido que as famílias iriam evitar cruzar a ribeira da outra. Saturnino das Pedreiras estaria impedido de freqüentar o povoado de Nazaré, que era mais próximo à terra dos Ferreira e estes por sua vez não poderiam passar pelas terras dos Saturninos/Nogueiras.
O acordo de paz teve pouca duração. Saturnino junto com alguns empregados seus entra na feira de Nazaré, todos armados, para fazerem uma cobrança a um homem que lhe devia algum dinheiro. O homem é agredido na frente de todos, inclusive dos irmãos Ferreiras que estavam na cidade. Revoltados, estes se dirigem à casa do professor Domingos S. e pegam suas armas (parte do acordo era deixar as armas na primeira casa da vila e não entrar armado na cidade) partindo para fora da cidade onde preparam uma emboscada contra Saturnino. Este consegue, após rápido tiroteio, se evadir.
Tempos depois outro acordo é firmado e, desta vez, o próprio Virgulino o quebra, pois tinha uma tia enferma para o lado de Triunfo e precisou cruzar as terras do inimigo. Novo tiroteio se verifica, pois, mais uma vez com o acordo fora desfeito. Estava decidido. A questão não tinha volta.

AS PRIMEIRAS MUDANÇAS

Diante de todos estes problemas. Emboscadas, perseguições, tiroteios, o velho José Ferreira achou melhor se mudar da sua terrinha para o sitio da sogra D. Jacosa, o Poço do Negro, que ficava a poucas léguas do seu. O velho vendeu o sitio por um preço irrisório, apenas para se ver livre das confusões de Saturnino.
Ainda assim as perseguições continuaram, então o velho resolveu se mudar novamente. Agora iria deixar o estado de Pernambuco e tentaria nova vida em Alagoas.
Mudou-se para Matinha de Água Branca onde ficou trabalhando alugado em terras que não eram suas. Virgulino arranjou um emprego que consistia em transportar peles de animais da fazenda do coronel Delmiro Gouveia para as cidades vizinhas. Porem, os Ferreira, à revelia do pai tramavam uma desforra contra o inimigo. Saturnino, que não perdia tempo em difama-los, agora, mandava cartas para um coronel de Alagoas informando que lá chegara uma gente que não era de confiança.

A MORTE DOS PAIS

Dona Maria Lopes, perturbada com tantos problemas passou a sofrer vertigens devido a problemas cardíacos, vindo a falecer a 14 de Abril de 1920, ainda em Matinha. A família enlutada sepultou a mãe. Seu José, desenganado, almejou mais uma vez se mudar. Iria desta vez para Água Branca. Quando chegou numa localidade chamado Engenho se deixou ficar por algum tempo numa casa cedida pelo Senhor Antônio Fragoso. Lá, devido às perseguições que os Ferreira vinham enfrentando, a casa foi cercada por uma volante policial que procurava pelos irmãos Ferreira, através de uma denúncia de que eles haviam se juntado a um grupo de salteadores chamados Porcinos. Cercada a casa, o velho que se encontrava debulhando milho dentro de um cesto, no terraço da casa, com um “quicë” nas mãos, foi interpelado por um sargento de nome José Lucena, que futuramente veio a ser o segundo maior inimigo de Lampião. Na discussão o sargento, que estava acompanhado por um delegado de nome Amarílio, sem mais nem menos, desfere um tiro à queima roupa no ancião sem que este esboçasse qualquer reação, matando-o. Em 22 de Abril de 1920. A revolta foi geral. Virgulino fora avisado da tragédia e, junto com os outros dois irmãos partiram para sepultar mais um ente querido. Após o sepultamento do pai, Virgulino reúne todos os irmãos e, retirando a roupa preta que representava o luto da mãe, designou o irmão João para que cuidasse da tutela dos menores e, junto com Antonio e Livino jurou vingar todos aqueles que, de uma forma ou de outra, levaram a sua família um fim tão trágico. E bradou:
- Eu só descanso quando pegar e sujeitar todos aqueles que fizeram isso com nós. E o estado de Alagoas a Deus querer eu queima!

DE VIRGULINO A LAMPIÃO

Agora, envolvido de vez no grupo dos Porcinos, Virgulino e os irmãos preparam um ataque contra a volante de Lucena. Procurou manter seu nome em segredo para não criar maiores expectativas aos comandantes que o perseguiam.

O PRIMEIRO COMBATE

Partindo como uma fera raivosa Virgulino, no dia 20 de junho de 1921 consegue cercar a volante de Lucena, matando na refrega, um cabo e um soldado. Deste dia em diante Lucena passa a temer o inimigo, que julgou muito astuto no combate, chegando até a exaltar sua coragem em conversa com alguns subordinados. Em contrapartida Virgulino passa a respeitar o poderio bélico do inimigo, evitando maiores combates com este. Neste começo de carreira, Lampião alcançou notoriedade por causa da violência com que atuava, pois passou a mover um ódio indescritível contra a polícia.

LAMPIÃO: CHEFE DE BANDO

A partir daí, com a dispersão do grupo dos Porcinos e do tio Antônio Matilde, que resolvera abandonar o grupo, Lampião passa a fazer parte do bando de Sinhô Pereira. Em 1922, a pedido do Padre Cícero, Sinhô Pereira abandona o campo de luta a foge com o primo Luiz Padre para o estado de Goiás. Lampião recebe então o comando do grupo de Pereira, ganhando neste mesmo tempo o apelido de Lampião, por causa da rapidez com que manuseava o rifle, fazendo um clarão “parecendo um Lampião” segundo diziam.

A PATENTE DE CAPITÃO

No ano de 1926, Lampião foi convidado pelo Padre Cícero do Juazeiro a dar combate à Coluna Prestes, que se internava no sertão numa fileira de mais de 1000 homens. O pedido foi endossado pelo presidente Artur Bernardes que, contando com o apoio do então Deputado Floro Bartolomeu pôs o plano em ação: ou Lampião liquidava com a coluna Prestes ou vice versa. Formalizado o pedido, Lampião ganhou de imediato galões de Capitão das forças legais. Para selar o acordo, recebeu também grande quantidade em armamento, fardas e mantimentos militares. Lampião, como se era de esperar, não foi bem recebido pelos oficiais de outros estados, que não reconheciam sua patente. Revoltado com a falta de acolhimento Virgulino se esquiva de combater a Coluna, pois inclusive, nada tinha contra ela. Com sarcasmo e inteligência deu meia volta da empreitada e afirmou:
- já que ninguém reconhece minha patente por aqui, a viola vai cantar na cantiga velha!
Lampião e o Mano Antonio Ferreira.
Uma das raras fotografias onde aparece Ezequiel (ponto fino) o i
Lampião ao lado de Maria Bonita (1936)


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