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CANGAÇO

Por: Ângelo Osmiro Barreto. Pesquisador, sócio da SBEC ( Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço)
O cangaço surgiu e desenvolveu-se na região semi-árida do nordeste brasileiro, no império da caatinga, nome que significa "mata branca".

Ângelo Osmiro Barreto. Pesquisador, sócio da SBEC ( Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço)

Cangaço

O que é o cangaço? Cangaço é a vida ou atividade criminosa dos bandoleiros andarilhos dos sertões nordestinos do Brasil. A palavra deriva decanga - jugo de madeira com que se jungem os bois. Os apetrechos usados pelos cangaceiros, cruzados ao peito, lembram a canga do boi.
Cangaceiro é, assim, o indivíduo que se dedica a esse tipo de vida. O mais destacado deles foi Virgulino Ferreira da Silva, o mundialmente conhecido Lampião.Nasceu ele a 7 de julho de 1897, na pequena fazenda de seu pai, a Ingazeira, no sopé da Serra Vermelha, em Vila Bela ( hoje Serra Talhada ), no Sertão de Pernambuco.De seus quatro irmãos, apenas um deles não se dedicou ao cangaço, foi o de nome João, que preferiu adotar vida pacata e ordeira.Virgulino, ainda adolescente e antes de se tornar cangaceiro, ganhava a vida, juntamente com seu pai e os irmãos mais velhos, Antônio e Livino, como almocreve, tangendo tropa de burros e conduzindo mercadorias de Pernambuco para Alagoas , Paraiba e Rio Grande do Norte. Os irmãos mais moços Chamavam-se João e Ezequiel este o último a ingressar no cangaço, em 1927.

Virgulino foi também artesão em trabalhos de couro, destemido vaqueiro e exímio tocador de sanfona.Brigas entre fámilias vizinhas, de 1917 a 1920, como a de José Saturnino, por questão de terra e de gado, bem como a morte de seu pai, já em Mata Grande - para onde se transferira a família, provocada pelo então tenente José Lucena, da polícia alagoana, determinaram o surgimento da figura do grande bandoleiro e cujo comportamento, de início considerado apenas como de vingança - 1920 à 1925, transformar-se-ia depois, pela ambição e desvario de seu protagonista, como de pleno domínio - 1926 à 1938 - dos sertões aterrorizados do Nordeste brasileiro, da Bahia até o Ceará, numa área de abrangência de 273.000 quilometros quadrados. Lampião chegou a cognominar-se, ousadamente, de o "Governador do Sertão".


O cangaço surgiu e desenvolveu-se na região semi-árida do nordeste brasileiro, no império da caatinga, nome que significa "mata branca". Não é uma área pequena, cobrindo cerca de 700 mil quilômetros quadrados.
Na caatinga existe um único rio perene, o São Francisco, o velho Chico, tão conhecido por todos. Os outros rios secam e desaparecem durante a época da estiagem, quando os únicos a não sofrer são os coronéis, muitos deles transformados, atualmente, em políticos. Se mudaram a roupagem, não mudaram os hábitos, e continuam, de maneira geral, procurando tirar o máximo proveito possível da situação.
Nos leitos dos rios secos, durante o período de nossa história, que vai de 1900 a 1940, os sertanejos cavavam cacimbas, procurando o pouco de água que ainda restava. Ainda hoje, em muito lugares, essa é uma das poucas formas de se conseguir alguma água, mesmo de má qualidade. Outra maneira era cavar à procura da raiz de uma árvore chamada umbu, extraí-la da terra e espremê-la até obter um pouco de líquido com as mesmas qualidades da água. Os cangaceiros utilizavam-se muito desta última forma de conseguir "água".

Os sertões de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe serviram de palco para o drama que envolveu milhares de nordestinos, apesar de existirem, em meio à aridez da região, verdadeiros oásis. Em Pernambuco, por exemplo, está Triunfo, a 1180 metros acima do nível do mar, onde existe uma cachoeira de 60 metros de altura. A temperatura chega a cair, durante a noite, a 5 graus, e existem árvores frutíferas em abundância. No sertão do Cariri, no Ceará, há uma região coberta de mata, formando uma floresta tropical com árvores de até 40 metros de altura. Outros exemplos de locais de clima ameno são Garanhuns e a região de Serra Negra, no município de Floresta, ambos em Pernambuco.
Já de aspecto completamente oposto, o Raso da Catarina e a região de Canudos são pontos em que a natureza aprimorou-se em deixar a terra nua e sáfara, totalmente árida.A fauna nordestina varia dependendo do tipo de clima.
Quando Lampião andava por aqueles sertões, ali existiam onças pintadas, suçuaranas, onças pretas, veados e tipos variados de serpentes, como jararacas, jibóias, cascavéis, etc. O gavião carcará é um dos mais conhecidos habitantes dos sertões, assim como diversas espécies de lagartos. Papagaios, periquitos, canários, juritis, azulões, anus pretos e emas eram também numerosos naquela época. À beira do Rio São Francisco encontrávamos jacarés guaçú, pipira, tinga, o de papo amarelo, etc.

Hoje é uma outra história, pois o homem teima em destruir a natureza


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