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COMBUSTÍVEL FEITO DE MAMONA.

Por: ALESSANDRA KORMANN
Um combustível renovável, ecologicamente correto, que possa ser produzido a partir de mamona plantada nas regiões de seca do Nordeste, ajudando o sertanejo a ter uma fonte de renda.
Combustível feito de mamona pode ser usado para gerar energia
ALESSANDRA KORMANN
da Agência Folha

Um combustível renovável, ecologicamente correto, que possa ser produzido a partir de mamona plantada nas regiões de seca do Nordeste, ajudando o sertanejo a ter uma fonte de renda.

Essa é a base do projeto da transformação do óleo de mamona (planta que resiste bem à estiagem) em óleo diesel, que pode ser usado em qualquer motor, como os de tratores ou os de caminhões, sem nenhuma adaptação.

Pesquisadores das universidades federais do Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e a Nutec (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial), vinculada ao governo do Ceará, estão envolvidos na implantação e na difusão do programa.

E a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) defenderá hoje, durante coletiva à imprensa em São Paulo, a criação de um plano nacional para a produção de biodiesel a partir de óleos vegetais.

O biodiesel pode ser produzido a partir de todo óleo vegetal e até animal, como óleo de peixe. No caso do combustível feito a partir do óleo de mamona, que tem uma viscosidade maior, ele precisa ser misturado na proporção de 20% de biodiesel para 80% de diesel comum para ser usado. Na sua combustão, não há emissão das substâncias mais poluentes (que contêm enxofre), encontradas nos combustíveis fósseis.

Segundo o criador do biodiesel, o professor aposentado da Universidade Federal do Ceará Expedito Parente, o projeto pode avançar para outras regiões do país além do Nordeste.

"O biodiesel pode inclusive ser usado em geradores de energia, neste momento de escassez, ajudando a reduzir a importação de petróleo", afirma.

Um módulo-piloto do programa já está funcionando na Embrapa Meio-Norte, em Teresina, no Piauí. Ele é conduzido pelo pesquisador Francisco de Brito Melo.

Além da mamona, o feijão caupi, variedade mais resistente à seca, está sendo plantado intercalado com a mamona para aproveitar o espaço e ser uma alternativa de renda e de alimento no sertão.

As experiências efetuadas no módulo da Embrapa, cuja área é de 1 ha, já mostraram que a mamona precisa de 300 milímetros a 400 milímetros de chuva no seu ciclo, que é de cinco meses.

""No semi-árido, chove em média de 600 milímetros a 700 milímetros em cinco meses. Em época de seca, como agora, a média é de 400 milímetros em cinco meses", afirma Melo.

Depois de extraído o óleo, a sobra (chamada de torta ou farelo) ainda pode ser usada como ração animal. No caso da mamona, é preciso desintoxicar o farelo antes de transformá-lo em ração. É possível também transformar a madeira do caule em adubo. A mamona produz de 15 toneladas a 20 toneladas de madeira por hectare, segundo Melo.

O Nutec está desenvolvendo ainda uma usina-piloto para a produção do biodiesel, coordenada pelo professor Expedito Parente. A intenção é produzir de 2.000 litros a 3.000 litros por dia de combustível dentro de 90 dias, mas ainda são necessários R$ 500 mil para concluir a instalação.

O governo federal já recebeu uma proposta para o financiamento de cem cooperativas de agricultores no Piauí que plantariam a mamona. De acordo com o projeto, 100 mil agricultores poderiam ser beneficiados.

"O projeto, além de ser uma alternativa ímpar para a escassez de petróleo, é uma possibilidade concreta de convivência com a seca", diz José Maia Filho, presidente da APPM (Associação Piauiense das Prefeituras Municipais).

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Colaborou Fábio Eduardo Murakawa, da Folha de S.Paulo

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