PÁGINA INICIAL
  Bate-Papo
  Jogos Online
  NOTÍCIAS DE CAPA
  O MUNDO
  BRASIL
  POLÍTICA
  CRESCIMENTO PESSOAL
  MEIO AMBIENTE
  BONS NEGÓCIOS
  CIDADE
  NOSSA GENTE
  CULTURA
  FOTOS DE SERRA TALHADA
  ESTUDANTES NA REDE
  CÂMARA DOS DEPUTADOS
  TRADUTOR DE LÍNGUAS
  LISTA TELEFÔNICA
  FALE CONOSCO
  LOGIN
  WEBMAIL
          SITES ÚTEIS
Genealogia Pernambucana
Site Política para Políticos
Site Gramsci
Jornal do Comércio
Concursos Públicos
Site Jurídico.com
Site Jornal Digital
Site Correio da Cidadania
Site Carta Capital
Site Caros Amigos
Site Futbrasil.com
História de Serra Talhada
Site da IstoÉ
Site Veja Online
Site O Dia
Estatística do site
Casa da Cultura Serra Talhada
Busca de CEP
Trabalhos Escolares
Rádio Cultura FM
Rádio Lider do Vale FM
Rádio Vilabela FM
Rádio Serra Talhada FM
Rádio Nova Gospel
Rádio A Voz do Sertão
BIODIESEL

Por: Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
O Biodiesel, como projeto econômico, é uma realidade no Brasil.
O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL/PE pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados: O Biodiesel, como projeto econômico, é uma realidade no Brasil. Trata-se do “Programa de Reestruturação da Cultura da Mamona” que, em Pernambuco, terá inicialmente, um aporte de R$ 800 mil do Governo Federal, dos quais R$ 400 mil serão investidos na construção da primeira fábrica de produção de biodiesel daquele Estado, com capacidade para processar 30 mil litros diários do combustível. Outros R$ 400 mil serão destinados, segundo informações transmitidas pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) e pelo Secretário de Produção Rural, Gabriel Maciel, a pesquisas tecnológicas no campo e na indústria. Há que ver quais as variedades que melhor se adaptam aos diferentes tipos de solos do semi-árido e até do litoral de Pernambuco.
Em 1970, Pernambuco chegou a produzir 58 mil toneladas de bagas/ano e, nessa época, a mamona ocupava 110 mil hectares em Pernambuco. Não vamos esquecer que foi por essa época, com apoio do Banco Central, que industriais e agricultores criaram o INFAOL – Instituto Nordestino para o Fomento de Algodão e Oleaginosas, à frente o sempre lembrado empresário José Paulo Alimonda, que incentivou, também, o plantio do girassol, mas preocupando-se com a recuperação da cotonicultura em Pernambuco e nos outros Estados do Nordeste, principalmente no Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.
É possível que se venha a adotar um programa compulsório de adição de óleo de mamona até 2% no óleo diesel consumido em todo o país, o que representaria uma nova fonte geradora de emprego e renda, em especial nos Estados da minha região.
O plantio consorciado da mamona com o feijão já vem sendo experimentado no semi-árido, na região de Petrolina e São José do Belmonte, em Pernambuco e também no Ceará. A grande vantagem da mamona como biodiesel é o fato de não ser poluente, ajustando ainda mais o Brasil ao Protocolo de Kyoto, do qual somos signatários.
Além do feijão, a mamona talvez possa ser consorciada à melancia, ao melão e ao maxixe. Experimentos vêm sendo conduzidos nesse sentido pelo Centro de Assessoria do Assurá, na Bahia, que atua em 11 Municípios daquele Estado.
Na safra de 2003/2004, foram plantados 107 mil hectares de mamona na Bahia, principalmente na região centro-oeste e para 2004/2005 a projeção é de 200 mil hectares.
A mamona ou carrapateira, como é conhecida no Sertão, já foi chamada “a planta das bagas de ouro” pois, além da sua utilização mais direta como biodiesel, é cada vez mais empregado (o seu óleo) nos produtos de beleza – cremes, xampus, loções e, também, na produção de um tipo de “nylon”, de uso comum em peças de “lingerie” (a Rilsan, indústria de tecidos, faz da França o segundo importador mundial de óleo de mamona, depois dos Estados Unidos).
O Brasil foi o primeiro produtor mundial e grande exportador da mamona em bagas e óleo. E Pernambuco tem uma tradição produtora em todo o semi-árido, e também no Agreste Meridional. A Bahia, que é produtora tradicional, apresenta condições de ampliar a sua área, se o programa de incentivos prometido pelo Governo Federal funcionar, na atração dos agricultores, a exemplo do que fez o INFAOL, nos anos 70, em todo o Nordeste.
Precisamos, Sr. Presidente, de vontade política para que esse programa se desenvolva e se expanda a todo o Nordeste, abrindo novas perspectivas e não seja interrompido, como foi nos fins dos anos 70, quando houve desinteresse das autoridades federais e cessaram os incentivos aos agricultores dos Estados da região.
Muito obrigado!
Sala das Sessões, em 09 de dezembro de 2004.

Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
© Copyright  Mário Olímpio 2003-2014
INDEXBrasil - Serviços de Internet.
Todos os direitos reservados, permitida a cópia de
conteúdos, desde que divulgada a fonte.
e-mail:redacao@serratalhada.net