PÁGINA INICIAL
  Bate-Papo
  Jogos Online
  NOTÍCIAS DE CAPA
  O MUNDO
  BRASIL
  POLÍTICA
  CRESCIMENTO PESSOAL
  MEIO AMBIENTE
  BONS NEGÓCIOS
  CIDADE
  NOSSA GENTE
  CULTURA
  FOTOS DE SERRA TALHADA
  ESTUDANTES NA REDE
  CÂMARA DOS DEPUTADOS
  TRADUTOR DE LÍNGUAS
  LISTA TELEFÔNICA
  FALE CONOSCO
  LOGIN
  WEBMAIL
          SITES ÚTEIS
Genealogia Pernambucana
Site Política para Políticos
Site Gramsci
Jornal do Comércio
Concursos Públicos
Site Jurídico.com
Site Jornal Digital
Site Correio da Cidadania
Site Carta Capital
Site Caros Amigos
Site Futbrasil.com
História de Serra Talhada
Site da IstoÉ
Site Veja Online
Site O Dia
Estatística do site
Casa da Cultura Serra Talhada
Busca de CEP
Trabalhos Escolares
Rádio Cultura FM
Rádio Lider do Vale FM
Rádio Vilabela FM
Rádio Serra Talhada FM
Rádio Nova Gospel
Rádio A Voz do Sertão
DA APOLLO 13 À FÊNIX 2

Por: Faustino Vicente
São em situações como essas, que surgem os detentores das três medalhas olímpicas da gestão organizacional: liderança, motivação e comunicação.
DA APOLLO 13 À FÊNIX 2

Faustino Vicente

Mais de trezentos mil quilômetros, é a distância que separou dois dramáticos acidentes internacionais que, milagrosamente, tiveram finais felizes. Das palavras, “ Houston, temos um problema”, que atravessaram a imensidão do espaço, vindas da Apollo 13, (1970), ao abafado som “estamos soterrados”, emitido pelos 33 operários da mina San José,no deserto de Atacama (Chile), passaram-se quarenta anos. Uns, viam o planeta terra, outros apenas terra.

Enquanto aguardamos o lançamento do filme “Os 33 mineiros”, podemos rever a espetacular exibição de Apollo 13, estrelado por Tom Hanks.

São em situações como essas, que surgem os detentores das três medalhas olímpicas da gestão organizacional: liderança, motivação e comunicação.

Embora mineiros e astronautas sejam pessoas corajosas, treinadas para situações de alto risco, cientes de que vivem em circunstâncias limites, surgirá sempre a necessidade que alguém assuma o comando e, em primeiro lugar, estabeleça a calma.

Divisão de tarefas, de acordo com o que cada um tenha mais habilidade para realizar, que também funcionam como uma espécie de terapia ocupacional, racionalização dos recursos disponíveis, confiança nas equipes externas de salvamento, adequação das condições físicas e psíquicas em relação ao ambiente hostil, são algumas das responsabilidades do líder.

A comunicação com o mundo exterior, as informações de que o Governo não está poupando recursos financeiros e a certeza de que milhões de pessoas do mundo todo estão torcendo, e orando, pelo sucesso do resgate, tem um impacto altamente motivacional em situações limites a que o ser humano esteja sendo submetido.

Entre as diferenças e semelhanças entre esses dois acidentes, destacamos que no caso da Apollo 13 prevaleceu a alta tecnologia para trazê-los de volta do espaço, enquanto que no caso dos mineiros, o que mais nos impressionou foi a heróica resistência, física e psíquica, que os chilenos demonstraram.

Tanto os astronautas, que estavam no espaço, como os soterrados na mina, foram resgatados através de megaoperações. Os chilenos, com um verdadeiro show da mídia internacional, que utilizou todos os recursos tecnológicos disponíveis hoje.

Os americanos foram considerados heróis e os chilenos também, porém, nem todos concordam com essa afirmação. A frase é de um dos mineiros resgatados: “não somos heróis, somos vitimas das empresas que não investem em segurança”.

A prioridade, agora, é detectar as causas que provocaram esse último acidente. O diagnóstico poderá ser feito através do consagrado Diagrama dos 7 Ms, como fazíamos quando Presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), da empresa. Os fatores para análise são: mercado, mão de obra, método, material, máquina, meio ambiente e medição.

Preliminarmente, declarações de sindicalistas chilenos e depoimentos de especialistas em mineração apontam as precárias condições de trabalho e a falta de fiscalização do Governo, como as principais causas, que fizeram com que os mineiros permanecessem 70 dias soterrados.

Que esse acidente sirva de lição, para que empresas do mundo todo assumam a responsabilidade de investir mais, e melhor, em segurança do trabalho. Cabe ao Governo aprimorar a legislação e ser, extremamente, rigoroso em termos de fiscalização e punição.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), demonstra que a maior parte dos acidentes do trabalho são previsíveis e, para que sejam evitados, as normas internacionais devem ser colocadas em práticas pelos Órgãos Públicos, empresas de todos os portes e segmentos e pelos trabalhadores.

A ganância pelo aumento da produtividade e da lucratividade é uma das causas que estão na raiz dos acidentes do trabalho, em todos os países do planeta.

Como a prevenção continua sendo a melhor solução, vale a pena refletirmos sobre o lema dos escoteiros: “Sempre alerta”.

Faustino Vicente - Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo - Brasil





© Copyright  Mário Olímpio 2003-2014
INDEXBrasil - Serviços de Internet.
Todos os direitos reservados, permitida a cópia de
conteúdos, desde que divulgada a fonte.
e-mail:redacao@serratalhada.net