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NOVA SAFRA

Por: Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
A União Européia é o nosso mais importante importador de produtos agrícolas
O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PFL/PE pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados: Não posso deixar passar sem registro aqui, desta tribuna, as declarações do Senhor Ministro da Agricultura, Dr. Roberto Rodrigues, sobre as perspectivas da safra agrícola 2004/2005, em torno de 131 milhões de toneladas de grãos, sobressaindo-se, mais uma vez, a soja, a exemplo do que ocorreu com a safra 2003/2004, quando foram produzidas cerca de 58 milhões de toneladas.
Dentro desse quadro tão otimista, o que me preocupa é o constrangimento do setor de transportes para os produtores, obrigados a longas filas de espera nas estradas e nas entradas dos portos do Brasil – em especial do porto de Paranaguá.
Mas, vamos observar como se comportarão os preços, que podem reduzir a lucratividade do setor e, especificamente, as produções de caroços de algodão, algodão em pluma, amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona e milho, além do sorgo, trigo e triticale.
A variação em relação à safra de 2003/2004 não será muito grande e, além dela, os transgênicos da soja podem vir a ocupar 12% a 13% desses produtos – segundo registram observadores e analistas econômicos do setor rural. Alguns vão mais longe ao afirmar que os transgênicos da soja ocuparão, aproximadamente, 20% da produção total do país. Isto pode criar alguns problemas de comercialização com países que estão adotando uma postura rígida relativamente ao produto de origem vegetal ou animal geneticamente manipulado.
A estimativa para colheita dos principais produtos é a seguinte:
algodão 2.243,4; arroz 12.171,4; milho 43.090,1; soja 60.808,0; trigo 6.042,6; (em mil toneladas).
Para o esperado recorde na produção de soja – diz a Gazeta Mercantil de 28.10.04 – a principal contribuição será dada pelo Estado de Mato Grosso, onde a área cultivada terá aumento de 400 mil hectares. No caso do algodão, a produção crescerá em Mato Grosso, Bahia e São Paulo.
Outra surpresa para os brasileiros é a rápida recuperação da cotonicultura no Brasil. País tradicionalmente produtor, inclusive de variedades de fibras longas – o nosso algodão “Mocó” ou “Seridó”, de 32mm/34mm, 36mm/38mm, 38mm/42mm – nos anos 60, 70 e 80 o Brasil – teve sua produção em baixa, mas recuperou-se notavelmente, abrindo mão de importar algodão da Turquia, dos Estados Unidos, da Ucrânia, do Egito, para situar-se como país exportador, não só de excedentes, mas de produção de alta qualidade, atendido plenamente o mercado interno. É bem verdade que ainda importamos alguns tipos para a produção têxtil de panos especiais, mas hoje nos libertamos das importações que oneravam pesadamente a nossa balança comercial.
Observa-se, neste início de safra nova, uma queda nos preços das “commodities” no mercado internacional, mas estamos certos de que esses movimentos serão passageiros, pois a demanda pelos produtos agrícolas vem em escala crescente nos mercados internacionais e manobras especulativas sempre existem no início de safras em países grandes produtores de alimentos, como é o caso do Brasil.
Duas preocupações do Ministro da Agricultura merecem destaque especial: o pequeno aumento da área plantada com soja e milho com resultados agora nesta safra 2004/2005 e o baixo uso de fertilizantes e nutrientes da parte dos agricultores, ressaltando-se o alto preço desses produtos no mercado.
Esse mercado vendeu, de janeiro a agosto, 12,8 milhões de toneladas – uma baixa de quase 1% em relação às compras para a safra 2003/2004.
O fato é que, com essa safra 2004/2005, o Brasil posiciona-se como o terceiro maior exportador mundial. O país adquiriu, pois, uma estatura de potência agrícola mundial, mas, ainda existem barreiras para que o Brasil consiga ampliar os seus mercados – nos Estados Unidos, por exemplo, além da questão dos aços planos e, mais recentemente, dos camarões produzidos no Nordeste do Brasil, o etanol e as carnes brasileiras enfrentam restrições. Alegam-se motivos sanitários, os mesmos que impedem a entrada da carne bovina brasileira no Japão.
A União Européia é o nosso mais importante importador de produtos agrícolas. Mas, carne de frango, de bovinos, açúcar, banana, café solúvel e frutas, estão sujeitos a cotas e qualquer ultrapassagem dos limites significa tarifas alfandegárias altíssimas.
Mas o agronegócio brasileiro, em que pesem os gargalos internos – infra-estrutura de transporte e ameaça constante de desestabilização das propriedades produtivas, pelos movimentos dos “sem terra” e similares – segue em frente e, hoje, já somos: o primeiro produtor e exportador mundial de café, suco de laranja e açúcar; o segundo maior produtor de soja e primeiro na exportação desse produto; o primeiro exportador de café solúvel; o terceiro produtor e o segundo exportador de carne de frango; e o segundo produtor de carne bovina e primeiro nas vendas externas desse produto.
Muito obrigado!
Sala das Sessões, em 03 de novembro de 2004.

Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
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